domingo, 3 de junho de 2012

Quase metade dos americanos rejeita a teoria da evolução

Pesquisa indica que 46% dos entrevistados acreditam que Deus criou o homem

Afresco 'A Criação de Adão', pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina, no Vaticano (Getty Images)
Quase metade dos americanos acreditam que Deus criou os humanos em sua forma atual há menos de 10.000 anos, informa uma pesquisa do instituto Gallup, divulgada pela rede CNN na última sexta-feira. O levantamento indicou que 46% dos entrevistados rejeitam a teoria da evolução e adotam uma visão criacionista do mundo.

A segunda crença mais comum é a de uma evolução humana direcionada por Deus, com 32%. A visão defendida pela teoria de Charles Darwin, e aceita pela maior parte da comunidade científica, de que os humanos evoluíram sem intervenção divina ao longo de milhões de anos ficou em terceiro lugar, com apenas 15%.

O número de pessoas nos EUA que creem em uma visão bíblica da origem humana mudou pouco nos últimos trinta anos, quando o instituto começou a questionar os americanos sobre o tema. Em 1982, 44% das pessoas eram criacionistas, um número dentro da margem de erro de quatro pontos percentuais da pesquisa.

Religião - Como era esperado, a religiosidade influencia diretamente na resposta do entrevistado. Quase 70% daqueles que afirmaram frequentar a igreja toda semana são criacionistas, contra 25% dos que vão pouco ou nunca. A filiação partidária também faz diferença na hora da resposta. Entre os republicanos, 60% acreditam no criacionismo, enquanto 41% dos democratas compartilham a mesma visão.

"Seria difícil discordar que a maioria dos cientistas acreditam que a espécie evoluiu ao longo de milhões de anos, e que relativamente poucos cientistas acreditam que os humanos surgiram em sua forma atual há apenas 10.000 anos, sem a ajuda da evolução", ponderou Frank Newport, responsável pelo levantamento. "No entanto, quase metade dos americanos hoje têm uma crença contrária à maior parte da literatura científica", concluiu o pesquisador.

Imagem: Afresco 'A Criação de Adão', pintado por Michelangelo no teto da Capela Sistina, no Vaticano (Getty Images).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Série: A Bíblia e a vida financeira X

10. Economizar

A Bíblia nos diz que é sábio economizar:  Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os desperdiça (Provérbios 21:20). Economizar significa deixar de gastar hoje, para ter uma quantia a ser gasta no futuro.

Talvez seja por isso que a maioria das pessoas nunca economiza, é necessária a negação de algo que desejamos hoje, e a nossa cultura não é a cultura da negação, quando queremos algo, queremos agora.

Motivos para economizar

a) Sustento da família
Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente (1Timóteo 5:8). Este princípio estende-se para suprir as necessidades na idade avançada e também à herança deixada aos filhos.

b) Liberdade para servir ao Senhor
Um objetivo de se economizar é diminuir nossa dependência de um salário que supra nossas necessidades. Isso nos torna livres para sermos voluntários com um tempo maior para atuarmos onde quer que o Senhor deseje.

c) Montar um negócio
É apropriado economizar e investir para acumular capital suficiente para montar o próprio negócio, sem entrar em dívidas, o valor do capital pode variar de acordo com o tipo de negócio.

d) Herança
Os pais devem deixar uma herança material a seus filhos: O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos, mas a riqueza do pecador é depositada para o justo (Provérbios 13:22). A herança, porém não deve ser dividida até que o filho esteja bem treinado a ser um administrador sábio: A posse antecipada de uma herança, no fim não será abençoada (Provérbios 20:21).

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele (Provérbios 22:6).

Como Economizar

Quando recebemos uma renda, o primeiro cheque deve ser para a contribuição ao Senhor (dízimo) e o segundo para fazer a nossa economia. A Bíblia não determina uma quantia ou porcentagem a ser economizada, porém uma parábola babilônica contada no livro “O homem mais rico da Babilônia” pode nos ajudar a ter uma idéia do quanto devemos economizar: Disse o homem mais rico da Babilônia aos que foram em busca de seus conselhos financeiros - Para cada dez moedas que colocarem em suas bolsas, não retirem para uso próprio mais do que nove. A bolsa começará a ficar estufada, e seu peso cada vez maior.

No inicio, para muitas pessoas isso não é possível, mas se começarmos a ter o hábito de economizar, mesmo que seja apenas um real por mês, conseguiremos.

Carlos Almeida - A Bíblia e a Vida Financeira - Maio/2009

domingo, 27 de maio de 2012

Série: A Bíblia e a vida financeira IX

9. Dízimo e Ofertas

Dízimo

Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós benção sem medida (Malaquias 3:10).

Alguns assuntos na Bíblia causam muitas controvérsias, e dízimo é seguramente um deles. Por que isso acontece? Talvez porque vivemos em uma sociedade consumista, que tem o dinheiro como prioridade. Outros acham que a igreja é rica e já tem muita gente que dizima e, quando as nossas finanças melhorarem, ‘iremos dizimar’. Ou porque achamos que o dízimo é coisa do Velho Testamento, e agora estamos debaixo da Nova Aliança e não estamos mais debaixo da lei e sim, da graça. Certamente quando não estamos dispostos a crer na Palavra de Deus, vamos conseguir muita argumentação lógica para justificar nossa postura.

O dízimo não foi instituído na Bíblia para a nossa chateação, ou para ficarmos irritados com a igreja ou com quem prega sobre o assunto. O dízimo foi instituído para a expansão do reino e a sua glória e também para que, através dele, recebêssemos as bênçãos do Senhor.

O cristão diz em prosa e verso que depende de Deus, está debaixo do senhorio de Jesus Cristo, vive na direção do Espírito Santo e ao mesmo tempo não oferta e não dá dízimo! Tem incoerência maior do que esta?

Confirmação no Novo Testamento

Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra (Mateus 5:17-18).

Jesus deixou claro que não veio revogar a Lei, mas sim cumpri-la. Jesus deu uma nova dimensão ao tema, o dízimo não deve ser dado por obrigação da Lei, mas por amor.

Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas; e disse: Verdadeiramente, vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento (Lucas 21:1-4).

Jesus censurou os fariseus pelo exibicionismo no dizimar, porém não os isentou da responsabilidade: Mas ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas (Lucas 11:42). Deus não está interessado em uma vida religiosa cheia de rituais e exibicionismo, mas sim em uma vida que honre e glorifique o seu nome.

Ao consagrar o seu dízimo, o fruto das primícias no altar, o cristão está demonstrando com este ato o quanto ele tem um coração agradecido a Deus por tantas bênçãos recebidas. Ele, que sabe que tudo o que recebeu do seu Senhor, veio como um ato de bondade para a sua vida. Assim demonstra sua gratidão trazendo os primeiros frutos ao Senhor. Notemos que são os primeiros frutos e não os últimos.

Só o amor incondicional pode explicar o comportamento da viúva pobre. Todo aquele que reconhece e confia na graça do Senhor, sabe que a entrega do dízimo deve ser feita com amor.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará (1Corintios 13:3).

Ofertas

Oferta e dízimo não são a mesma coisa. A Oferta é algo que dispomos além do dízimo, e pode ser: Específica e genérica. O cristão pode fazer ofertas para: Missões, construção, sustento missionário, ajudar alguma família pobre da comunidade ou para campanhas que a igreja fizer. O Velho e o Novo Testamento dão muita ênfase à contribuição. Na bíblia, toda forma de cobiça e ganância é condenada, enquanto que a generosidade e a caridade são encorajadas.

Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria (2Corintios 9:7).

Ofertar com amor, sem tristeza, porque mais vale o sentimento ao ofertar do que o valor propriamente dito.

Carlos Almeida - A Bíblia e a Vida Financeira - Maio/2009.