domingo, 9 de outubro de 2011

A igreja bíblica - funções

“A igreja foi criada para cumprir o propósito do Senhor para ela. Ela existe para continuar o ministério do Senhor no mundo – para perpetuar o que Ele fez e para fazer o que Ele faria caso ainda estivesse aqui”. (1) Por isso este tópico é muito importante.

As funções da igreja

Evangelização

Mateus 28:19 e Atos 1:8, são os dois textos que relatam as últimas palavras de Jesus. Nestes textos o último assunto que Jesus tratou com seus discípulos foi sobre evangelização. Jesus tinha a evangelização como o motivo pra a existência dos discípulos.

Ao aceitarem Jesus como seu Senhor, os discípulos estavam obrigados a obedecê-lo (Jo 14:15), por isso o chamado para a evangelização era na verdade uma ordem, e se eles realmente O amavam, iriam cumprir este chamado, não existia opção para eles. Porém os discípulos não foram enviados pura e simplesmente, eles foram nomeados e comissionados pela autoridade de Jesus como seus representantes.

Não havia restrição geográfica à atividade dos discípulos de evangelizar (MT 28:19 e At 1:8), eles deveriam levar o evangelho a todos os lugares, a todas as nações e a todo tipo de gente. Era uma tarefa impossível de realizarem sozinhos, por isso à medida que convertiam alguns, estes evangelizariam outros e assim por diante.

Para ser fiel a Cristo, a igreja deve levar o Evangelho a todas as pessoas. Isso inclui ir até pessoas de quem não gostamos e a pessoas de quem tenhamos a tendência de não gostar. Também devemos ir a pessoas totalmente diferentes de nós. Devemos ir além do nosso círculo de contato e influência.

Edificação

Outra grande função da igreja é a edificação dos crentes. Apesar de a evangelização ser o último assunto de Jesus para com os seus discípulos, a edificação dos crentes é anterior. Paulo falou várias vezes sobre a edificação do corpo. Em Efésios 4:12 ele diz que Deus concedeu dons para a igreja “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos, para desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”. Ao falar de edificação do corpo de Cristo, nota-se que a edificação é um trabalho conjunto que deve ser feito por todos os membros do corpo, não só pelo pastor ou ministro.

Vários meios são possíveis para a edificação dos membros da igreja. Um deles é a comunhão, Atos 5 fala que os membros da igreja primitiva tinham tudo em comum, até seus bens materiais. Paulo fala da participação nas experiências dos outros em 1Co 12:26 “Se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam”. A dor é reduzida e a alegria aumenta quando partilhada. Devemos nos incentivar mutuamente a sermos solidários uns com os outros.

Outra forma de edificação é o ensino. Isso faz parte da tarefa maior do discipulado. Jesus ordenou na Grande Comissão que os convertidos fossem ensinados a “guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (MT 28:20). “Pastores e mestres” são uns dos dons da Igreja (Ef 4:11) para preparar o povo de Deus para o serviço. A pregação é um meio de ensino usado pela igreja desde o princípio. Para permitir a edificação, Deus capacita a igreja com vários dons distribuídos e concedidos pelo Espírito Santo (1Co 12:11).

Adoração

Uma outra função da igreja é a adoração. Ao contrário da edificação que se centra no crente a adoração centra-se no Senhor. A igreja primitiva reunia-se regularmente para adorar ao Senhor, prática ordenada por Paulo.

Apesar de a adoração colocar Deus em evidência, ela deve trazer benefícios aos adoradores, concluímos isso pela advertência de Paulo contra orações, músicas e ações de graças que nada edificam, porque não existe ninguém presente para interpretar o significado para os que nada compreendem (1Co 14:15-17).

Preocupação social

Interligando as várias funções da igreja, existe a responsabilidade de praticar atos de amor e compaixão ao próximo, sejam crentes ou descrentes. Jesus se importava com os necessitados e sofredores. Se a igreja pretende dar seguimento ao ministério Dele, deverá estar engajada em alguma forma de atendimento aos necessitados e sofredores. Conforme a Parábola do bom samaritano (Lc 10:25-37) Jesus esperava isso dos crentes.

Em Mateus 25:31-46 Jesus diz que o sinal pelo qual os verdadeiros crentes são diferenciados dos que apenas praticam confissões vazias, são os atos de amor feitos em nome de Jesus, seguindo seu exemplo.

Os apóstolos também enfatizavam a preocupação social. Tiago sempre foi firme em defender o cristianismo prático. Sua definição de religião é uma prova disso: “A religião pura e sem máculas, para com o nosso Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).

A preocupação social também inclui a condenação dos injustos. Amós e vários outros profetas do Antigo Testamento falaram contra o mal e a corrupção nos seus dias. João Batista condenou o pecado de Herodes, o governante de seus dias, embora isso tenha lhe custado à liberdade (Lc 3:19-20) e depois a própria vida (Mc 6:17-29). A igreja deve interessar-se e atuar sempre que ver necessidades, sofrimentos ou erros.

Carlos Almeida

Citações:

(1) Erickson, Millard J. – Introdução À Teologia Sistemática – Tradução: Lucy Yamakami – São Paulo – Vida Nova, 1997 – Página 445
Referências: Introdução À Teologia Sistemática – Millard J. Erickson – Tradução: Lucy Yamakami – São Paulo – Vida Nova, 1997

Um comentário:

  1. Paz irmão!

    Muito bom o seu texto. Acredito que muitos serão edificados com a sua mensagem.

    A propósito, acabei de visitar um blog que postou sobre a Igreja do Séc. XXI, mensagem muito prática e realista, vale a pena conferir, estou indicando este blog, pois conheço o irmão e sei que ele leva o Evangelho com seriedade e muito temor.
    http://discipulodecristo7.blogspot.com/

    Fica também o meu convite pessoal:
    http://frutodoespirito9.blogspot.com/

    Ósculo Santo!

    ***Lucy Araújo***

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