sexta-feira, 16 de março de 2012

Não abandonemos a batalha

Recentes acontecimentos despertaram em mim a necessidade de escrever este texto. O primeiro destes acontecimentos foi a tentativa de mobilização nacional por parte dos ateus. Pasmem, organizada e liderada por uma universitária de apenas 22 anos.

Outro acontecimento é a poderosa demonstração de força política que os mórmons estão dando nos Estados Unidos, tentando levar um membro de sua seita a disputar a presidência da maior potencia do mundo.

Por fim o último e mais recente acontecimento: as recentes atividades preparatórias para a 14ª conferência espírita do Estado do Paraná, em que desde o dia doze de março, conferencistas espíritas estão percorrendo o interior do estado realizando palestras abertas ao público.

Estes três acontecimentos evidenciam a grande capacidade de organização e mobilização destes grupos. A percepção de que estão utilizando esta capacidade para propagar as suas doutrinas e com isso conquistar novos adeptos, (em geral cristãos que vivem um cristianismo de forma superficial), me deixou muito preocupado.

Ao ouvir o presidente da federação espírita do Paraná, afirmar que o espiritismo é a alternativa para a humanidade, lembrei-me das palavras de Martin Lyord Jones:

“Temos vivido dias enganosos. Muitos têm sido enganados por falsificações, por fatos que aparentemente são reais, a tal ponto que, por eles, vão às últimas consequências. Mas não são verdadeiros, são falsos, e esta é uma característica do diabo, de satanás, o pai da mentira, o pai da falsificação. E neste contexto as seitas são exatamente o que aparenta ser verdadeiro e por isso têm enganado a tantos”.

Diante do avanço organizado dos ateus, agnósticos, espíritas, etc. é fundamental que a igreja cristã reaja. Nas palavras do Pastor Batista Isaltino G. Coelho Filho: “A igreja precisa sinalizar ao mundo que há um caminho e uma verdade... A igreja precisa deixar claro que ela tem a verdade de Deus”.

Vejo, porém, que a igreja cristã tem problemas graves no seu interior que são empecilhos para a empreitada que cada dia se faz mais necessária e urgente. Cito especialmente o divisionismo, que, por causa do egocentrismo de nossos líderes, faz com que o povo cristão se digladie e se divida. Desta forma nunca alcançaremos a união necessária para agir. União esta, que as seitas estão demonstrando, infelizmente.

Enquanto mórmons, espíritas e ateus estão envolvendo a comunidade, em especial os jovens, criando grupos tais como: “juventude espírita”, “sociedade racionalista”, nossos líderes estão apenas preocupados com o seu “triunfo pessoal”.

Está na hora de sermos obedientes e levarmos a sério a ordem apostólica do “Ide” dada por Jesus:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Marcos 28:19).

O objetivo na época era fazer dos pagãos povo do reino. Não podemos abandonar a batalha iniciada pelos primeiros cristãos, mesmo hoje em dia devemos cumpri-la para que, o reino de Deus, que é a igreja seja estabelecido na terra.

Tenho consciência que uma união física entre todas as igrejas e ou denominações cristãos é praticamente impossível, por isso advogo uma união mediante a fé. O cristianismo é uma religião baseada na união, então, vamos nos unir em torno da nossa fé.

Unidos nesta fé, vamos fazer com que a sociedade conheça o “caminho e a verdade”, vamos fazer com que a Bíblia, o livro mais vendido no mundo, seja conhecida e estudada por todo o povo brasileiro.

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28:20).

Carlos de Almeida

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