domingo, 20 de janeiro de 2013

Israel - Desobediência e Idolatria

“DEPOIS voltei-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador, e a força estava do lado dos seus opressores; mas eles não tinham consolador” (Eclesiastes 4:1).

Nos meus tempos de estudante secundarista, fui militante da União Paranaense de Estudantes Secundaristas – UPES, começando como membro do conselho fiscal e chegando a vice-presidente regional. Nesse período em que lá estive a UPES encampava várias campanhas de protestos, entre eles destaco o caso Globo/Time-Life e a atuação de Israel na Palestina.  E é justamente neste ultimo assunto que a coisa pegou pro meu lado, Israel. Apesar de ter sido um líder estudantil a nível estadual, eu era oriundo do interior, de uma pequena cidade, aonde minha maior preocupação como líder estudantil era garantir que todos tivessem a sua “carteirinha de estudante” para poderem obter descontos no cine Apolo do “seu Zé Porvinha”, único beneficio que o movimento estudantil oferecia a estudantes de uma pequena cidade como a nossa. Imagine então, um cara assim, provinciano, mente estreita, chegando à capital do estado e participando de reuniões aonde se discutiam temas nacionais e internacionais?

Junto com os relatos das arbitrariedades cometidas supostamente por Israel contra o povo palestino, chegavam também as fantásticas histórias de seus agentes secretos que andavam pelo mundo caçando nazistas e assassinando qualquer opositor do regime Israelense. Assim fui criando uma paranóia, um medo, isso incutiu em mim uma espécie de trauma, uma incapacidade de falar sobre Israel com medo de ser assassinado. O tempo foi passando, eu sempre guardando para mim minha opinião sobre Israel.

Em 2008, comecei a estudar teologia, e uma das matérias era História de Israel, e eu sempre reservado, sempre falando o menos possível. Eu receava que não compreendessem que eu não tinha nada contra a decisão soberana de Deus em eleger Israel como seu povo, e que eu também não tinha nada contra Deus ter dado a Abraão e seus descendentes a terra de Canaã, nada disso.

Israel nunca deixou o mundo esquecer o holocausto, nunca permitiu que a humanidade virasse esta página tão triste, pelo contrário, Israel usa isso a seu favor politica, econômica e militarmente. Israel que viu o sofrimento de seu povo nas mãos de seus opressores, teria que ser o primeiro a não buscar repetir atos tão desumanos, mas não, Israel a cada ataque à população civil da palestina está recriando pequenos holocaustos. E é contra isso que levanto a minha voz, é contra os governantes atuais de Israel, verdadeiros fariseus modernos que só pensam em benefício próprio, esquecendo-se das lições da história da qual eles foram vitimas.

Talvez inspirado pelo dito popular: “quem canta seus males espanta”, percebi que, a melhor maneira de acertar minhas contas com esta minha paranóia, seria escrever justamente sobre Israel. E sem que eu precise omitir minha opinião, a própria história mostrará que o povo de Israel sempre foi egoísta, desobediente, idolatra e amante do dinheiro e das riquezas.

“O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre” (Provérbios 28:8).

Panorama atual de Israel

Israel é uma república parlamentarista localizada no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mediterrâneo. O país faz fronteira com o Líbano ao norte, com a Síria a nordeste, com a Jordânia e a Cisjordânia a leste, com o Egito e a Faixa de Gaza ao sudoeste, e com o Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho, ao sul. A Terra de Israel é sagrada para o povo judeu desde os tempos bíblicos, de acordo com a Torá, a Terra de Israel foi prometida aos três patriarcas do povo judeu, por Deus como a sua pátria.

A 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o Ministro Britânico de Relações Exteriores, Arthur Balfour emitiu o que ficou conhecido como a Declaração de Balfour, que diz “O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu...”. A pedido de Edwin Samuel Montagu e de Lord Curzon, uma linha foi inserida na declaração afirmando “que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país”.

No entanto, em 1919, num memorando governamental interno, Balfour declarou que não tinha intenção de consultar os habitantes da Palestina sobre suas aspirações, contrariando assim a Declaração de Balfour na sua promessa de não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina.

A recém-criada Organização das Nações Unidas recomendou a aplicação do Plano de partição da Palestina, aprovado pela Assembléia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181 de 29 de novembro de 1947, propondo a divisão do país em dois Estados, um árabe e um judeu. A Agência judaica aceitou o plano, embora nunca tivesse afirmado que limitaria o futuro Estado judaico à área proposta pela Resolução 181. A 30 de novembro de 1947 a Alta Comissão Árabe rejeitou o plano, na esperança de que o assunto fosse revisto e uma proposta alternativa fosse apresentada. Em 14 de maio de 1948, David Ben-Gurion, o chefe executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel. O novo Estado judaico detinha a maioria das terras férteis e, das 1.200 aldeias palestinas, aproximadamente 400 estavam incluídas em seu interior.

Ao longo dos anos os países árabes recusaram-se a manter relações diplomáticas com Israel não reconhecendo a existência do Estado judeu e, além disso, árabes nacionalistas lutaram pela destruição do Estado judeu. Entre 1978 e 1979 o primeiro ministro de Israel Menachem Begin e o presidente do Egito Anwar El Sadat assinaram o Acordo de Camp David e o Tratado de Paz de Israel-Egito, tendo Israel se retirado da Península do Sinai e concordado em iniciar negociações sobre uma possível autonomia para os Palestinos, um plano que nunca foi executado. O governo israelense começou a encorajar assentamentos judeus no território da Cisjordânia, criando atritos com os palestinos que viviam nessas áreas. O apoio público dos árabes aos Acordos foi prejudicado pelo Massacre do Túmulo dos Patriarcas e pela continuação dos assentamentos judeus, e pela deterioração das condições econômicas.

O Estado de Israel possui uma área total de 27.800 km. Seu centro financeiro é Tel Aviv, a cidade mais populosa e sua capital é Jerusalém, embora não seja reconhecida como capital pela comunidade internacional. Sua população em 2012 era de 7.879.500 pessoas, das quais 5.930.000 eram judias. Os árabes formam a segunda maior etnia do país com 1.622.500 pessoas. É considerado um país desenvolvido, seu produto interno bruto foi o 40º maior do mundo em 2011, enquanto o país tem o mais alto padrão de vida do Oriente Médio. No entanto, a Anistia Internacional e o Human Rights Watch têm sido críticos das políticas de Israel em relação aos Palestinos, enquanto o governo dos EUA e alguns países da Europa, como o Reino Unido e a Alemanha apoiam Israel bélica e financeiramente.

Israel figura entre os dez países com maior número de ateus ou agnósticos, e, com 25,6 por cento da população declarando-se ateísta, fica na quarta posição por países com a maior proporção de ateístas do mundo.

A grande maioria das pessoas seculares em Israel é de etnia judaica. Muitos judeus respeitam feriados religiosos como algo comum, uma data estabelecida pelo governo, não são como seus pais ou avós, que tinham fé na religião, afinal este era o legado de séculos passado de geração a geração, elo que unia o povo judeu e dava a ele um sentido de pertença a uma mesma comunidade.

Em 2009 os Repórteres sem Fronteiras classificaram Israel na 93ª posição entre 175 países em termos de liberdade de imprensa, ultrapassada em termos regionais pelo Kuwait, pelo Líbano e pelos Emirados Árabes Unidos. A Anistia Internacional e o Human Rights Watch reprovam Israel em relação aos direitos humanos para o conflito árabe-israelense.

Israel possui uma das forças armadas mais capacitadas do planeta com 168.000 tropas ativas e um adicional de 408.000 reservistas. Gasta 10 por cento do PIB em defesa. Os EUA são um dos maiores contribuintes estrangeiros; estima-se que liberem ao país 30 bilhões de dólares em ajuda militar entre 2008 e 2017. O país não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e mantém uma política de ambiguidade deliberada em relação à sua capacidade nuclear, apesar de ser amplamente sabido que é possuidor de armas nucleares.

Israel ocupa a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã, áreas que Israel tomou da Jordânia e da Síria durante a Guerra dos Seis Dias. Israel aplica suas leis em Golã e Jerusalém Oriental, incorporando-os ao seu território, porém, o Conselho de Segurança da ONU declarou que a incorporação de Jerusalém Oriental e das Colinas de Golã é “nula e sem efeito” e continua considerando-os territórios ocupados.

Breve cronologia de um povo

Agora um pouco de história antiga:

- 3.000 – Nasce Noé, filho de Matusalém (o homem que mais viveu, 969 anos). De Noé vieram Sem, Cão e Jafé, os judeus são descendentes de Sem.

- 2160 – Nasce Abrão, que viria a ser o patriarca do povo judeu.

- 2060 – Isaque nasce, conforme Deus havia prometido a Abraão, seria Isaque o primogênito de toda uma nação.

- 2000 – Nascem Jacó e Esaú, Jacó rouba a benção da progenitura de Esaú. Jacó tem o nome mudado para Israel, teve 12 filhos quem vieram a ser os doze patriarcas da tribo de Israel, Jacó teve também uma filha, Diná.

- 1889 – Nasce José, filho preferido de Jacó que foi vendido ao Egito por seus irmãos.

- 1.870 – Jacó e seus filhos descem para o Egito por causa da fome.

- 1580 – Os Hebreus são escravizados.

- 1520 – Nasce Moisés. Moisés é colocado nas águas é encontrado pela filha do Faraó.

- 1493 – HATSHEPSUT, que resgatou Moisés das águas torna-se Rainha do Egito.

- 1480 – Moisés comete um homicídio e foge para Midiã, onde se casa com Zípora, filha de Jetro.

- 1448 – Moisés é chamado por Deus e volta ao Egito para livrar o povo.

- 1440 – O povo sai do Egito e vai em direção à Terra Prometida.

- 1400 – Morre Moisés ao avistar a Terra Prometida do cume de Pisga, no Monte Nebo, nas Campinas de Moabe.

A conquista de Canaã

Chegara o grande dia, séculos já se tinham passado desde que aos Patriarcas fora prometido que seus descendentes herdariam a Terra de Canaã. Com a morte de Moisés, Josué foi encarregado de conduzir a nação de Israel na conquista da Palestina.

A experiência e o treinamento haviam preparado Josué para a difícil tarefa de conquistar Canaã. Em Refidim, ele comandou o exército israelita contra Amaleque, que foi derrotado. Tal qual a narrativa sobre a peregrinação no deserto, o registro dos feitos de Josué é incompleto. Embora muita coisa não seja pormenorizada no Livro de Josué, podemos inferir que muitas áreas foram conquistadas e ocupadas sob o comando de Josué.

Josué derrotou trinta e um reis, cada qual sendo senhor de uma cidade-estado. Embora os reis tivessem sido derrotados, nem todas as cidades foram realmente capturadas ou ocupadas. Josué, porém, subjugou os habitantes até ao ponto em que, durante o período imediato de paz os israelitas puderam estabelecer-se na Terra Prometida.

É provável que a conquista de Canaã demorou sete anos para ser realizada, Josué viveu pouco tempo a mais depois deste período. Antes de morrer, Josué reuniu o povo de Israel em Siquém e advertiu-os severamente para que temessem a Deus. Relembrou-lhes o fato de que Deus chamara a Abraão para que não servissem a ídolos e cumprira o Pacto estabelecido com os Patriarcas introduzindo Israel na Terra Prometida. Um compromisso foi feito em público mediante o qual os líderes asseguraram a Josué de que serviriam ao Senhor. Após a morte de Josué Israel cumpriu essa promessa somente enquanto vivia a geração mais idosa.

Em seu recado final aos israelitas, Josué advertiu o povo para que não se mesclasse e nem entrassem em relações matrimoniais com os habitantes locais que permanecessem, mas admoestou-os para que expulsassem esses povos idólatras e ocupassem suas terras. Os israelitas, porém, mostraram-se obedientes apenas em parte.
A ocupação parcial da terra expôs Israel a constantes dificuldades, o ciclo de acontecimentos repetia-se interminavelmente. Por confraternizarem com os locais o povo israelita acabou por participar da adoração de Baal, esquecendo-se da adoração a Deus. No curso de uma geração a multidão de Israel tornou-se tão idólatra que foram retiradas as bênçãos diversas, prometidas através de Moisés e Josué.

O arrependimento era parte do ciclo. Quando os israelitas perdiam a sua independência e eram obrigados a servir outros povos, reconheciam então que sofriam as consequências da desobediência a Deus. Quando tomavam consciência dos seus pecados voltavam-se penitentes para Deus.

Os Juízes e a transição para a monarquia

O período em que os Juízes governaram, foi uma era pacífica no Reino de Israel. Eram os tempos de Eli e Samuel e marcaram a transição da liderança dos Juízes para o estabelecimento da monarquia israelita.
A história de Eli serve de pano de fundo do ministério de Samuel. Como Sumo Sacerdote, Eli era encarregado da adoração e dos sacrifícios no Tabernáculo. Os israelitas esperavam dele a liderança e a orientação, nas questões religiosas e civis.

A religião de Israel se encontrava no nível mais baixo que já existira, nos dias de Eli. Ele falhou não ensinando seus próprios filhos a reverenciarem a Deus. Sob sua jurisdição, eles assumiram responsabilidades sacerdotais no Templo, abusando das pessoas que vinham oferecer sacrifícios e adorar. Foi nessa atmosfera abominável que Samuel foi criado na infância, sob os cuidados de Eli, a quem fora entregue. Samuel cresceu no meio ambiente do Tabernáculo, impermeável para a ímpia influência dos filhos de Eli. Quando Eli faleceu e a ameaça de opressão por parte dos filisteus tornou-se mais evidente, naturalmente os israelitas se voltaram para Samuel esperando liderança.

Debaixo das agressões dos filisteus e sendo Samuel já idoso, os líderes tribais passaram a exigir a aclamação de um Rei. Samuel rejeitou a proposta deles, implorando-lhes que “não impusessem a si mesmos uma instituição cananéia estranha à própria maneira de vida deles”. Samuel vendo que persistiam em sua exigência para a escolha de um Rei, relutante consentiu. A escolha recaiu sobre Saúl, a quem Samuel atribuía ter sido escolhido pelo próprio Deus. Saúl foi publicamente apresentado e tornou-se o primeiro Rei de Israel.

A monarquia hebraica iniciou-se com Saúl e terminou com a queda de Jerusalém. Saúl, o primeiro governante, tinha pela frente um caminho difícil a percorrer. Depois de organizar o governo, criar planos de administração e reorganizar a defesa dos territórios, teria de partir para a expulsão do inimigo das áreas invadidas e consolidar as posições de defesa.

Após a morte de Saúl, Davi tornou-se o Rei de Judá e Israel. Ao assumir o trono, Davi elaborou um plano de governo de largas realizações e marchou para Jerusalém para expulsar os Jebuseus e ali estabelecer a centro do seu reinado. Davi passou fases difíceis na vida, tanto pública como pessoal. Foi o responsável pela morte  de Urias com o propósito de tomar como esposa a mulher do oficial morto.

Nos seus últimos dias Davi chamou seu filho Salomão, deu-lhe o trono e fez suas últimas recomendações. Chamando-o à atenção especialmente para o cumprimento da lei de Moisés. Salomão foi o responsável pela realização do sonho de Davi, a construção do Templo. O reinado de Salomão marca o apogeu e o declínio da monarquia israelita.

A destruição do Reino de Israel

A consciência do povo corrompida por falsas ideias religiosas, ao sabor de uma minoria influencia por tradições estranhas, acrescidas ainda de muitos fatores negativos, envolvendo problemas de ordem moral, enriquecimento ilícito, em detrimento dos direitos do povo, assistência social deficiente, tudo isso acumulado, apressava o desmoronamento da nação.

A destruição do Reino de Israel foi a grande lição que Deus deu ao mundo. Enquanto o povo se mantém fiel, há prosperidade e paz; quando o povo se esquece de Deus, tudo desaparece. Esta tem sido a lição que a maioria dos povos não quer aprender.

No décimo mês do seu reinado, Nabucodonozor, Rei da Babilônia, veio contra Jerusalém, ele com todo o seu exército acampou diante da cidade. Jerusalém foi sitiada, privando a população de receber alimentos, fazendo com que o sofrimento do povo fosse indescritível. Quando os muros foram derrubados e os caldeus invadiram a cidade, os homens famintos foram passados à fio da espada, as mulheres presas, alguns nobres foram mortos, outros foram levados a Babilônia.

Nunca na história do mundo, o pecado produziu tão devastadores resultados. Além da destruição da Cidade Santa, da ruína das famílias. A vergonha e a humilhação sem igual expuseram esta feliz gente ao ridículo diante dos seus antigos inimigos e a todos os povos que eram seus vizinhos. O  Templo foi queimado, a cidade arrasada, suas riquezas foram levadas para a comporem os tesouros da Babilônia. E para que a terra não se despovoasse, Nabucodonozor escolheu Gedalias para ser o Chefe Nacional e para tomar conta dos cativos.

O cativeiro babilônico

O cativeiro  foi uma calamidade nacional e religiosa. O povo demonstrava o sentimento de que seu Deus não tinha força para preservá-lo, julgavam-No igual aos deuses dos povos a quem tinham derrotado. Do ponto de vista nacional, a calamidade não foi menor, arruinou toda uma estrutura construída à custa de muito esforço e sacrifício, os dias dos Juízes, as experiências de vida de Saúl e Davi, o apogeu de Salomão, tudo foi reduzido a nada. As maravilhosas promessas feitas, de que nenhum povo seria tão glorioso quanto este povo, de pouco valeram.

Passados 70 anos de cativeiro, veio a queda do império, sob os medas e persas. E no primeiro ano de Ciro, Rei da Pérsia, para que se cumprisse a Palavra do senhor, pela boca do Profeta Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, que fez proclamar por todo o reino, e também por escrito, que: “O Senhor Deus dos Céus, me deu todos os reinos da Terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba”.

Estava concedida a liberdade aos judeus e terminado o cativeiro babilônico. Depois veio o período Inter bíblico de 537 a.C. até a vinda de Jesus.

O nascimento de Jesus

Deus preparou o mundo para receber o Seu Filho Unigênito. Roma pelo seu poderio militar estabeleceu a paz no mundo; a Grécia, deu ao mundo a cultura, a língua; a Judéia contribuiu com o seu tradicionalismo religioso e nacional, e o mundo estava pronto para receber o Messias. Jesus não nasceu ao acaso. O seu nascimento em Belém ligava-se ao passado da intensa atividade de Deus em preparar todas as coisas para aquele glorioso momento.

O mundo em que Jesus nasceu era o melhor de toda a sua história, para assistir um evento de tamanha magnitude e repercussão. Por um lado, um mundo desiludido, vivendo em constantes lutas, em meio à imoralidade; um mundo escravo de opressores, de ambiciosos; um mundo de filosofias, ciências, artes, literatura; um mundo de religião, deuses, templos, sacerdotes; um mundo de conquistadores; um mundo de crimes, divórcios, infanticídios, horrores. Por outro lado vemos a mão de Deus ultimando tudo, dando os derradeiros toques e sobre as ruínas de um passado inglório, construir um mundo cristão e, por meio da Cruz de Seu Filho, salvar uma nação errante e perdida. Deus estava dando uma nova oportunidade para Israel deixar o caminho do mal.

Em 70 da Era de Cristo, após uma fracassada revolta contra a dominação romana, Jerusalém foi conquistada por Tito, ocorrendo uma segunda destruição do Templo. Em 73, o último foco de resistência desapareceu, com o suicídio coletivo dos judeus sitiados no Rochedo de Massada. Os judeus foram expulsos da Palestina, num acontecimento conhecido como Diáspora, só retornando no Século XX, onde fundaram em 1948 o atual Estado de Israel.

Custou-lhes caro a resposta à pergunta feita por Pilatos: “... O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mateus 27:25).

Concluindo

Tendo chegado ao fim deste texto, os males foram espantados, a paranóia superada pela expressão da minha opinião. Não existe mais o medo da morte, muito menos medo de ser assassinado por um agente secreto israelense. O que existe agora é um alívio e a consciência tranquila dos que não ficam em cima do muro.

Tenho minhas dúvidas sobre se Deus apoiou a forma como Israel voltou à palestina em 1948, porém, acredito que Deus na sua onipotência e misericórdia vai reconquistar Israel para si, numa verdadeira conversão espiritual a Jesus Cristo e pode sim, abençoar o povo judeu com a Terra de Canaã.

Carlos Almeida

Referências:

- Apostila História de Israel – Fic Serviços Educacionais Ltda
- Wikipédia
- Bíblia Online powered by ICristãos – Disponível na Internet
- Bíblia de Estudos Thompson – Editora Vida

Um comentário:

  1. Reciban muchas bendiciones desde mi blog www.creeenjesusyserassalvo.blogspot.com
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