domingo, 16 de novembro de 2014

Deus como juiz e a lógica do arminianismo

Laílson Castanha

Deus é juiz, e assim sendo, Ele julga e julgará. Biblicamente sabemos que Ele não só julga, mas que age com equidade, não fazendo acepção de pessoas. Essa é uma das verdades bíblicas, em que se assenta a lógica do arminianismo e do livre-arbítrio. Se Deus como juiz privou-nos da liberdade de escolha, e, pior ainda, se ele que decretou “ser o que somos", onde podemos encontrar sentido para um julgamento, já que em nossa existência foi-nos ocultado o caminho da virtude.

Se Deus, por seu decreto escolheu que suas criaturas trilhassem um caminho errante, por que julgar o mundo que ele mesmo preparou para o erro!?

Se Ele não faz acepção de pessoas por que escolheu algumas pessoas em detrimento a outras?

Contrariando os pressupostos calvinistas podemos encontrar na Bíblia vários trechos que ressaltam a responsabilidade do homem em relação a sua salvação. Estes textos nos direcionam a seguinte ideia: mesmo sabendo que não temos méritos na nossa salvação, devemos agir em prol da graça de Deus, primeiramente acatando o convencimento do Espírito Santo que nos faz entender que precisamos de Cristo, e também perseverando e guardando com zelo o que nos foi oferecido.

Creio que a eleição bíblica é baseada em como acatamos a graça que nos foi oferecida, e não de uma forma fria e arbitrária. Em Ez.18.23, Deus, através do profeta pergunta, para ele mesmo responder:" Acaso, tenho Eu prazer na morte do perverso?-Diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes que ele se converta de seus caminhos e viva? Em outro texto, Jesus através do apóstolo João faz o seguinte convite:" Aquele que tem sede venha, e quem quiser, receba de graça a Água da Vida (AP.22.17b_). Todos pecamos e precisamos da graça de Deus para sermos redimidos. Deus sendo um justo e compassivo juiz oferece remissão a todos os homens. Aqueles que crendo, aceitarem a sua oferta serão redimidos.

Nessa igualdade de condições, ou seja, sua oferta a todos os homens resultando numa absolvição criteriosa de salvar apenas os que crerem e aceitarem sua oferta, é que se fundamenta o verdadeiro amor e a justiça de Deus.

Lailson Castanha
http://teologiaarminiana.blogspot.com/

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