sábado, 22 de novembro de 2014

Oração em Línguas

Estou concluindo minha pós graduação na Faculdade Teológica Batista do Paraná em Teologia Aplicada do Novo Testamento. Escolhi escrever a minha monografia sobre os dons do Espírito Santo. Nas pesquisas de material que fiz, descobri os vídeos e livros do Pastor Luciano Subirá, de Curitiba, Paraná. Um livro em especial esta mexendo muito comigo:  "O Falar em Línguas - A Linguagem Sobrenatural de Oração".
Por tudo o que está me acontecendo desde então, resolvi escrever este texto, tentando com a minha simplicidade ao escrever, passar aos leitores do BLOG DA VIDA ETERNA, todo o turbilhão que esta fazendo o meu "chão tremer".
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Muitas vezes quando orarmos, nos faltam palavras. Ficamos com a sensação que não oramos o suficiente, pois as nossas palavras foram tão poucas, muitos se sentem mal com isso.
Deus, porém, coloca à nossa disposição alguns recursos espirituais para que possamos chegar mais perto e caminhar lado a lado com Ele. Um destes recursos é o “falar em línguas”.

1. PROPÓSITO

Deus nunca nos concederia um benefício que não fosse útil e com o falar em línguas não seria diferente.

O falar em línguas é uma linguagem de oração que deve ser distinguida do dom de variedade de línguas, e é a porta de entrada para uma vida intensa no Espírito. ( ¹ )

“... o que fala em línguas edifica-se a si mesmo” (1Co 14:14).

2. DIFERENTES TIPOS DE LÍNGUAS

No Novo Testamento existem três tipos da manifestação do falar em línguas.

1.       A oração em línguas;
2.       O dom de variedade de línguas;
3.       Línguas como sinal aos incrédulos.


ORAÇÃO EM LÍNGUAS 
VARIEDADE DE LÍNGUAS
SINAL AOS INCRÉDULOS                                          
O homem fala a Deus
Deus fala aos homens
O homem fala de Deus a outro homem
Edificação pessoal
Edificação coletiva
Edificação de terceiros
Ninguém entende
Todos Entendem
Só quem conhece a língua entende
  Fig. 1 

2.1. Diferença entre o falar em línguas e profecia:

“SEGUI o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação” (1Co 14:1-5).


LÍNGUAS
PROFECIA
1. O homem fala a Deus (v.2)
1. Deus fala aos homens (v.3)
2. Ninguém entende (v.2)
2. Todos entendem (v.4)
3. Edificação pessoal (v.3)
3. Edificação coletiva (v.4)
  Fig. 2

2.2 Diferença entre falar em línguas com e sem interpretação 

“E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação” (1 Co 15:5).


LÍNGUAS SEM INTERPRETAÇÃO
LÍNGUAS COM INTERPRETAÇÃO
O homem fala a Deus
Deus fala aos homens
Ninguém entende
Todos entendem
Edificação pessoal
Edificação coletiva
  Fig 3

Nas línguas sem interpretação, o homem fala a Deus, portanto trata-se de uma linguagem de oração. Em 1 Coríntios 14:14 está escrito: “Se eu orar em línguas”. Mostrando então que o falar em línguas é uma linguagem de oração, portanto, vamos chamar as línguas sem interpretação de: “Oração em línguas”.

“E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus” (1 Co 14:27-28).

O uso das línguas sem interpretação é PESSOAL: “fale consigo mesmo e com Deus” (V.28). O uso das línguas com interpretação é COLETIVO: “para que a igreja receba edificação” (V.5).

3. LINGUAGEM DE ORAÇÃO

O falar em línguas para edificação pessoal é uma linguagem de oração. Aos coríntios Paulo disse que quem fala em línguas não fala aos homens, mas fala a Deus. Quem fala em línguas está orando diretamente à Deus.

Existem três trechos bíblicos aonde isso fica bem claro:

1. “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado” (1Co 14:14-17).

2. “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6:18).

3. “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Jd 1:20).

4. AUXÍLIO DO ESPÍRITO

A oração faz parte do dia a dia do cristão, quem não ora não consegue adquirir intimidade com Deus, e sem intimidade estaremos sempre longe Dele. Porém, somos limitados, temos dificuldades para orar, muitas vezes nos faltam as palavras, fazemos orações curtas, rápidas e quase sempre ficamos com a sensação de que oramos pouco.

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26).

Por se tratar de algo sobrenatural, e por ser uma dádiva de Deus, o Espírito Santo nos ajuda a orar. Isso não quer dizer que ele ora por nós. Ele intercede por nós, atua em conjunto conosco para que consigamos falar com Deus.

5. EDIFICAÇÃO

Como foi dito no começo, Deus nunca nos concederia um benefício que não nos fosse útil. O falar em línguas, em especial a oração em línguas foi nos dada para que possamos, além de adquirirmos maior intimidade com Deus, obtermos a nossa edificação pessoal visando uma transformação radical em nossas vidas de acordo com o padrão divino desejado para os filhos de Deus.

No meu caso especial, posso testemunhar que desde que comecei a orar em línguas, muitos desejos pecaminosos que sentia constantemente estão se afastando de mim. Tenho orado em línguas ao acordar, oro no carro à caminho do trabalho, no trabalho, nas horas que estou ocioso, uso a oração em línguas para manter a minha mente longe dos pensamentos pecaminosos e ligado sempre em Deus.

É espantoso, mas em um mês de oração em línguas, no espírito, tenho me sentido mais perto de Cristo, mais perto do Espírito Santo e consequentemente de Deus.

Carlos Almeida

Citações:
¹ O Falar em Línguas, Luciano Subirá, página 12.
Fig. 1 O Falar em Línguas, Luciano Subirá,, página 23.
Fig. 2 O Falar em Línguas, Luciano Subirá, página 15.
Fig. 3 O Falar em Línguas, Luciano Subirá, Página 17.

Referências:
O Falar em Línguas, Luciano Subirá, 4ª Edição, 1998 – Gráfica Betânia – Orvalho.com.

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