segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os tempos mudaram, os valores não

Quando relembro a minha infância e adolescência, a primeira coisa que vem a mente é o respeito e o temor que sentia pelos meus pais. Eu não me imagino chamando meu pai de “cara”, “véio”, nunca o chamei sequer pelo seu nome, era “sim senhor” pra cá, “não senhor” pra lá, nada comparado ao liberalismo de hoje, naquele tempo prevalecia o respeito e a obediência aos mais velhos.

A mesma coisa se dava na escola, respeito, disciplina e obediência era a regra.  Havia respeito  à hierarquia. Os professores eram respeitados, muitas vezes até odiados, mas nunca eram desrespeitados. Os alunos “bagunceiros” eram castigados e o patriotismo era exercitado todos os dias. Ao chegarmos para a aula, antes nos perfilávamos diante do pavilhão da bandeira do Brasil para cantarmos o Hino Nacional.

Hoje tudo mudou, e como mudou. Tempos atrás, ainda quando meus filhos estavam no ensino médio, a direção do colégio convocou os pais de alunos para uma reunião para discutir o que fazer com os alunos baderneiros e mal educados que não respeitavam os professores. A diretora contou o caso de um pai que ameaçou processar o colégio por ter suspendido seu filho por três dias das aulas por ter faltado com o respeito reiteradas vezes  para com uma professora.

Mas o que está acontecendo? Está certo que os tempos mudaram, mas os valores continuam os mesmos,  valores não se alteram, são permanentes.

Muitos pais quando indagados do porque não castigarem seus filhos quando cometem malfeitos, assim como era feito no passado pelos nossos pais, alegam que o famoso médico pediatra e autor de livros, Benjamin M. Spock (1903-1998) diz que “não se deve castigar os filhos sob pena de traumatiza-los e prejudicar a sua autoestima”. Não é a toa que o Drº. Spock ficou conhecido como o “pai da permissividade”.

O Brasil tem agora uma lei que proíbe os castigos físicos como forma de disciplina e educação de crianças e adolescentes, a chamada “Lei da palmada”, um retrocesso na educação dos filhos.

Alguém disse que os professores não podem disciplinar os alunos quando se comportam mal. Eu nunca soube que disciplina fazia mal, pelo contrário, disciplina ajuda a formar o caráter reto no homem. Errado é agredir, humilhar, dar socos e pontapés, há uma grande distância entre disciplina e agressão.

Creio que dos conselhos de médicos permissivos, das manifestações de homens e mulheres não tementes a Deus  foi que fez começar a tomar corpo a frouxidão moral que impera no mundo, uma frouxidão moral que só encontra paralelo com o que acontecia na antiga Roma.

Muito da responsabilidade disso tudo cabe à Suprema Corte dos Estados Unidos, que em 1962 a pedido de um grupo de famílias, declarou inconstitucional a oração oficial que era feita nas escolas. E olha que era uma oração bem simples, veja:

“Deus todo poderoso, reconhecemos a nossa dependência de Ti e pedimos Tuas bênçãos sobre nós, sobre nossos pais, nossos professores e sobre o nosso país. Amém”.

O grupo de famílias que reivindicou a retirada da oração alegou que a oração ao “Deus todo poderoso” era contraditória à fé professada por eles.

Em 1963, a justiça americana declarou também que ler a Bíblia nas escolas era inconstitucional. Como tudo o que acontece nos Estados Unidos reflete no mundo todo, no Brasil não poderia ser diferente, veja o caso recente do pedido de retirada do “Deus seja louvado” da nossa moeda, o real.

Há anos o homem vem se afastando de Deus, das coisas dEle, não pedimos mais que Deus nos abençoe e nos proteja, que caminhe conosco, ao contrário pedimos que Ele se afaste e nos deixe viver as nossas vidas em paz. Bastaria dar uma olhada na Bíblia, que banimos das Escolas, para saber o que acontece toda vez que o homem tenta afastar-se de Deus e guiar-se totalmente por sua vontade.

“E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gn 6:12-13).

Apologia ao sexo, distribuição de camisinhas, campanhas para legalização do aborto, marcha da maconha, este é o panorama atual. A indústria do entretenimento despeja no mercado filmes e novelas que promovem a violência, o sexo livre, o adultério, o uso de drogas. E as músicas? Existem por ai músicas que fazem apologia à violência, ao estupro, ao desrespeito às autoridades, e ainda, muitas com temas satânicos.

Um belo dia, (creio que será um dia negro) acordaremos e nos depararemos com a indiferença de nossos filhos diante da morte brutal de seres humanos, da sua total falta de noção do certo e errado, do seu comportamento inadequado nas escolas, do seu vício em drogas, álcool e sexo.

Enxergaremos que o destino desta caminhada, desta nossa peregrinação por este mundo, só poderá ser um, o inferno.

A maioria da humanidade caminha para passar a eternidade sendo afligida no inferno. Neste dia, se formos sinceros conosco mesmos, admitiremos a nossa culpa nesta derrocada moral e tardiamente veremos que tudo isso é reflexo das sementes que plantamos, a nossa caminhada rumo ao inferno é o fruto que estamos colhendo.

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6:7-8).

Carlos Almeida

Referências:
- Carlos Gutemberg, Estados Unidos completam 50 anos sem oração oficial nas escolas – Disponível na Internet.
- Armando Maynard, As “CriONCINHAS” de hoje e sua educação frouxa – Disponível na Internet.

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